Evento discute plano de ação regional sobre a saúde em todas as políticas nas Américas

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A Saúde em Todas as Políticas (HiAP) é um tema fundamental para entender a promoção à saúde e equidade na sociedade. Falando sobre tal importância, Adriano Massuda (foto) trouxe suas experiências no Ministério da Saúde e nas secretarias Municipal de Saúde e Nacional de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, nos últimos seis anos, para contribuir com a subplenária “Roteiro para a implementação de um plano de ação regional sobre a Saúde em Todas as Políticas (HiAP) nas Américas: colocando para funcionar “.

Para conseguir promover ações que tragam debates e soluções sobre a saúde em suas instâncias, Massuda destaca que é preciso paciência, tolerância e persistência, para conseguir vencer os desafios e alinhar essas realizações e reforça que “vale a pena insistir por conta dos resultados”. Em Curitiba, exemplifica que, com um trabalho coletivo a nível nacional e local, foi possível reverter o quadro da obesidade infantil, utilizando-se de parceria e diálogos com o setor da Educação.

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“Um desafio que todos temos é trabalhar com a diferença. É saber reconhecer diferentes culturas, diferentes linguagens e ter uma capacidade de construir uma agenda comum. Quando a gente discute saúde em todas as políticas, é absolutamente importante ter uma bagagem cultural que dê conta de você dialogar com outros setores. E o monitoramento conjunto e trabalho coletivo é muito enriquecedor”, disse.

Pensar a política no conjunto do Sistema de Saúde, no conjunto da relação do Sistema de Saúde com os demais setores, é outro desafio na promoção da saúde. Para o projeto Vida no Trânsito, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, foi necessário ir além das secretarias de Saúde e de vigilância. As áreas de urgência e emergência dos hospitais da cidade é que teriam os números sobre as vítimas de acidentes de trânsito, para que se pudesse calcular quanto isso custava para a saúde. Com essas informações foi possível colocar essa pauta na agenda do prefeito para que ele pudesse pensar políticas para reduzir esse índice.

Por fim, Massuda levantou a necessidade de debater as tecnologias em saúde, visto que o desenvolvimento tecnológico surge para atender às necessidades da população.

A subplenária, mediada por Kira Fortune, teve a participação e a discussão de ações e cases que consideram a questão das HiAPs e sua importância. Martin Mroz e Tara Black apresentaram a Carta de Okanagan (The Okanagan Charter Vision – hiperlink: http://www.hauora.co.nz/assets/files/News/Okanagan_Charter_Oct_6_2015.pdf) que traz questões fundamentais para políticas de promoção à saúde.

Completando a mesa, falaram sobre as experiências da implementação da HiAP em seus países Carlos Ayestas, no Peru (que envolve também outros países da América Latina), Algoe Nagish, da Organização Panamericana de Saúde, no Suriname, e Amphon Jindawatthana, na Tailândia.

Fotos: Rodrigo Augusto